O ensino das cores de Itten recebe introdução sobre a natureza física da cor, entendida como onda de luz (comprimento da onda). Descreve as conhecidas experiências de Newton, comentando refração, decomposição da luz branca e distinguindo mistura de luz (mistura aditiva) de mistura de pigmento (subtrativa).
Todas as cores dos pintores são pigmentos, ou corpóreas. São cores q absorve luz, e suas misturas são governadas pelas regras da subtração. Quando cores complementares ou combinações das três primárias são misturadas em determinadas proporções, a resultante subtrativa é o preto. A mesma mistura em cores prismáticas, não corpóreas, levará ao branco como resultante aditiva.
Na interpretação de Goethe, as cores do espectro possuem valores diferentes na sua intensidade (luminosidade). A partir dessa luminosidade, Goethe estabelece uma espécie de proporção áurea para as cores: se uma cor é naturalmente mais luminosa, como o amarelo, ao combinar-se com um tom de natureza mais escura, a proporção entre ambas deve ser tal q a área ocupada pela cor mais luminosa seja menor. Para que haja equilíbrio e harmonia, essa proporção, partindo das cores primárias, obedece a seguinte razão:
Amarelo : vermelho: azul = 3 : 6 :8
A partir dessa proporção, Itten sugere um cálculo equivalente para alcançar proporções harmônicas a partir de outras combinações das cores do círculo cromático.
Esfera e Estrela Cromática
Para uma completa demonstração das relações entre cores, Itten utilizou esfera cromática – modelo criado por Philipp Otto Runge, que garantia a visualização mas misturas entre as matizes, compreendendo os tons de cinza e os contrastes claro-escuro.
N esfera cromática, cada ponto pode ser localizado pela interseção das linhas meridionais e paralelas, para entender as doze cores do seu círculo, Itten utilizava apenas seis paralelas e doze meridionais. Dessa forma, seu círculo cromático de doze cores correspondia ao corte equatorial da esfera.
Com um desdobramento da esfera, Itten cria em 1921, a sua estrela cromática, que se tornou um símbolo da sua didática da cor na Bauhaus: “Para podermos ver a superfície inteira da esfera de uma só vez, podemos imaginar o hemisfério mais escuro dividido pelos meridianos e aberto no mesmo plano do hemisfério mais claro. O resultado é a estrela de doze pontas.”




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